Rádio Brasil Supremo

24 horas de música brasileira sem intervalo

Uma historinha legal.


O ano era 1981, eu tinha 15 anos, ou um pouco mais, trabalhava numa empresa que fazia leitura das máquinas Xerox, amava isso, andava muito e já trazia a paixão pelas músicas dos caras do Clube da Esquina junto comigo.
Na época eu havia comprado um gravador portátil e carregava, na minha bolsa de couro, umas fitas cassetes, que a playlist eu próprio editava, em todas as seleções, havia essa faixa "Belo Horror" do Beto Guedes, a minha preferida, para iniciar todas as fitas.
Como eu disse, andava muito e sempre ouvia as minhas músicas, num fone de ouvido enorme.
Dá para imaginar a figura...um cara magrelo com uma cabeleira enorme, dividida pela aste do fone e, era pior...de quando em quando eu gritava, para acompanhar a música.
Como eu, quase, não falava com ninguém, fazia muito mais leitura que todo mundo, intrigados com isso, o gerente de produção e o dono da empresa me chamaram para uma entrevista, perguntaram qual era o segredo do meu sucesso.
Calmamente abri a bolsa, tirei o gravador dela, desconectei o fone, sem dizer nada, apertei o botão primeiro...da esquerda para direita e deixei ecoar a música na sala.
Ficamos em silencio, coisa d'umas meia hora, ao terminar a fita sai da sala, disse à eles que tinha que comprar pilhas.
No dia seguinte, os auto-falantes da firma, passaram a só tocar músicas do Clube da Esquina.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.